Quando a gente tropeça e cai
"Estamos sempre aprendendo. Aprendemos com o acerto, mas também aprendemos com o erro. Muitas vezes, o erro nos diz mais sobre a vida, causa mais efeito no mundo, passa menos despercebido, nos coloca em evidência maior. Devemos aproveitar todas as nossas chances de errar, pois nelas está o segredo de cada acerto: a consequência. Tudo aquilo que funciona é invisível justamente porque funciona. Quando você usa o lápis, escreve e pensa no que está escrevendo, pensa no assunto, pensa em qualquer coisa, menos no lápis. No momento em que a ponta do lápis quebra, você percebe o 'erro' do lápis, ele não escreve mais e reaparece na sua mão. Nesse momento, vendo o lápis com a ponta quebrada, você percebe qual a função do lápis e como apontar o lápis pode trazer de volta sua instrumentalidade. Você dá valor ao lápis que funciona quando ele quebra.
Quando você erra, você cai. Mas não se preocupe, basta levantar novamente e continuar dançando."
Só uma desculpa pra colocar o link do site do Gabriel Bá e do Fábio Moon, dois monstros da arte sequencial brasileira (arte sequencial, vixe....nem parece que é história em quadrinhos...).
Escrito por Vito às 10:59 AM
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Serviço de utilidade particular e questionável
Não é justo. Blogs deveriam ser concedidos apenas às pessoas que tivessem algo pra falar. Porra. É foda. Nem. Afe. Ô mundinho cão esse...
(interprete isso como uma tentativa de valorização do tempo, do seu e do meu. Agora feche esse site e vá fazer uma coisa útil. De verdade.)
Escrito por Vito às 10:17 AM
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Poisé, faz tempo que eu não escrevo por aqui. Aliás, faz tempo que eu escrevo prometendo que vou escrever aqui...faz tempo que cumpro a promessa com um único post e depois só coloco outro 2 meses depois....
É porque vocês não sabem (ou pior, sabem muito bem) a árdua tarefa que é escrever no computador. Tinha um cara, um escritor desses velhacos aí, que lançam livros inteligentes e engraçados e dão entrevista em revista de mulher pelada, cujo nome e rosto eu não me lembro muito bem agora, ele dizia que escrevia as coisas dele não era nesse negócio aí de computador, que era muito ruim escrever em computador - Ariano Suassuna, acho que era o Ariano Suassuna -, ele escrevia era numa máquinazinha de escrever mesmo, de estimação, tinha até nome ela, tipo era de uma marca famosa, desconheço o nome. Eu não tive a oportunidade de ter o hábito de escrever numa preciosidade dessas, sou da geração do Write mesmo - aliás, tô mentindo: escrevi sim; quando era pequeno, manchei algumas folhas de papel com uma que deve ter visto o Golpe, que ficava na casa da minha avó. Eu adorava ter que fazer o 1 com o "i" maiúsculo (apesar de que, convenhamos: era uma grande injustiça com o 1). Mesmo assim, nunca tive familiaridade com a tal máquina de escrever. Fui criado vendo a barrinha que pisca e passeia pela tela plana, fugindo de um monte de coisinhas frias e duras que, há um instante de tempo atrás eram nada e, no momento seguinte, estavam lá como se estiveram sempre.
O que não significa que seja o que esteja escrito na tela plana seja a mesma coisa que numa máquina de escrever. Ou numa bela e cheirosa folha de papel. Não sei, acho que as idéias (ou o que quer que seja aqui dentro), quando são, digamos, externadas, criam vida, elas o fazem através de diferentes maneiras. Imagine só esse escritor mencionado anteriormente - que agora desconfio que seja o Drummond ou o Érico Veríssimo. Será que seria outra coisa a obra dele se ele escrevesse no Word? Ou então numa simples caderneta azul? Com uma caneta vermelha? Na minha humilde opinião, acredito que sim. Que um caderno, uma caneta, uma maneira de se sentar, uma hora, um minuto, um segundo por si só já faz tudo ser diferente ao que podia, ou deveria ser. A realidade é uma só. A realidade são infinitas coisas. E o melhor de tudo: não há como provar o contrário. Às vezes fico imaginando como seria se o mencionado Mário Quintana preferisse caderninhos escolares ao invés da máquina de escrever, ou até mesmo usasse o Word (embora o detestasse) pra escrever as suas "cositas". E, se fosse assim, o que impediria meros mortais como eu serem Shakespeares; Airton Montes, Clarice Lispectors; Virgílio Maias, Camões ou Pessoas; até um Paulo Coelho ser um Borges? Pode até ser uma visão de mundo talvez limitada, pueril ou inculta essa minha, mas - sei lá, né? Quem sabe se eu tivesse escrito isso inicialmente numa caderneta azul com uma caneta vermelha, isso não poderia vir a ser uma obra literária das grandes?
Escrito por Vito às 03:49 AM
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